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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Por que os nerds usam Linux?

                                                           Nerd Linux

Este tipo de pergunta é algo como “Ei, eu espero que você não se importe, mas… por que você é vegetariano?”. Alguns podem não ter resposta, muitos têm muitas razões diferentes, mas vou listar os motivos que eu acho mais do que suficientes para mim, e com a intuição de que também serão os motivos de uma boa parte dos nerds, técnicos e profissionais de informática.
Uma boa razão para usar Linux é ter o prazer de dizer que não usa Windows quando alguém lhe pedir para ir a sua casa consertar seu computador e você não saber o motivo do problema. Você pode dizer que não sabe de Windows e não pode consertar. Sempre encontramos um Windows irrecuperável, pirateado, cheio de vírus, adware, malware e tudo o mais, com dados importantes que o usuário não quer perder, mas, naturalmente, não fez cópia, e um monte de aplicativos instalados. Depois deste quadro sombrio, só nos resta dizer: “Desculpe, amigo, não conheço o Windows, eu uso Linux”.
Nerd LinuxOutra razão pela qual nós usamos Linux é o tempo que podemos investir para aprender Informática. Um dia você aprende quatro comandos de terminal, um dia você aprende como acessar o disco, no outro dia como matar um processo, etc. Ao longo dos anos você percebe que você conheceu um monte de coisas, você é capaz de instalar um servidor web e um servidor de email, você sabe quais são as portas e você sabe como bloquear, desbloquear, você aprende o que é um firewall, e você pode começar a dizer que você sabe como o computador funciona por dentro. No Windows, esse tempo é desperdiçado, com um sistema escuro que não nos permite ver o que está acontecendo, que reage de forma inesperada para as nossas tentativas de consertá-lo, e quando você menos espera não podemos fazer mais nada, e só uma formatação completa do sistema resolve. Tentar aprender com o RegEdit ou o Dr. Watson no Windows é uma tarefa impossível, porque amanhã o Vista ou o Windows 7 virá com novas técnicas que irão mudar completamente o sistema, fazendo ajustes ainda mais ocultos e escondidos. Então você tenta aprender tudo de novo e de novo, gira e gira em torno de um sistema que nunca mostra o que está acontecendo.
Outra razão é, naturalmente, a segurança. Não perco tempo em instalar antivírus no Linux, antimalware, antispyware e anti-tudo. Nosso sistema não consome recursos extras para analisar todos os pacotes que viajam através da placa de rede. Nosso sistema permite uma melhor utilização da largura de banda, melhor navegação na Internet e está livre de vírus sem antivírus. Existem 6 milhões de vírus catalogados para Windows, contra mil para Linux. As distribuições já saem vacinadas. E quando é lançado um vírus para Linux, maldosamente, horas depois todas as distribuições já estão vacinadas. Aquilo que para alguns pode ser um recurso interessante, para mim é motivo mais do que suficiente para escolher o Linux, já que eu gasto 80% do tempo a navegar na Internet ou usar aplicativos online, com a garantia de que tudo está funcionando corretamente, sem ferramentas de sistema ANTI-TUDO sugando os recursos da minha máquina para protegê-la demais. Sem dúvida o Linux é o ideal para navegar na Internet, e não devemos esquecer que muitos usuários compram um computador apenas para se conectar à Internet.
Linux é mais compatível. Esta declaração, que a priori parece estranha, é explicada quando você conhece o Linux e conhece os formatos de arquivos padrão, e também aqueles que são livres. Primeiro, por que no Linux o Open Office abre todos os arquivos, como o DOC e DOCX do Windows, mas o Office do Windows não abre ODF, que é um formato aprovado pela norma internacional ISO durante anos? Comece a ver como existem formatos de arquivos livres para quase tudo, desde o desenho vetorial, música, imagens, textos, documentos… e todos os formatos livres são incompatíveis no Windows, especialmente em ferramentas da Microsoft, sendo comumente utilizados em outros sistemas operativos e em uma infinidade de ferramentas.
Nerd PinguimPortanto, é incompatível o Windows, e não o Linux. O Windows só suporta formatos proprietários e bloqueia formatos livres para se tornarem incompatíveis. É inaceitável que, após 10 anos de existência do OGG, arquivos como uma alternativa livre para o formato MP3 proprietário, você não é capaz de abrí-lo no Windows Vista. A Microsoft não teve tempo para incorporar o codec livre durante todos esses anos? O mesmo acontece com o SVG, o ODF, o PDF e uma grande coleção de arquivos que o Windows ainda se esforça para bloquear. Vemos também que o Linux pode ler e gravar em discos rígidos FAT16, FAT32 e NTFS do Windows, enquanto o Windows só pode ler discos de Windows.
Outro motivo que nos convida a usar o Linux é a grande atividade que existe na rede. Usuários que percebem as grandes vantagens do software livre, que não ficam à mercê das grandes empresas, se tornam muito ativos na rede tentando ajudar outros usuários que começam com software livre, resolvendo dúvidas e problemas, outros usuários estão participando de fóruns, escrevem blogs, etc. Assim, este grande banco de dados de conhecimento que é a rede só cresce para compensar qualquer falta de meios no momento da programação de aplicações. Usar o Linux faz você se sentir parte de uma comunidade ativa, de apoio, envolvidos e informados, faz você se sentir orgulhoso de pertencer a um grupo de abnegados e comprometidos com o desenvolvimento sustentável da Internet e da computação em geral. Ser um usuário Linux faz você se sentir bem.
Com Linux não se tem surpresas. Uma vez funcionando nossa placa de TV, o nosso scanner ou modem, já está funcionando para sempre. Com Linux não se tem surpresas onde um dia pára de funcionar este ou aquele elemento, ou de repente, sem motivo aparente, acontecem “coisas estranhas” ou falhas, ou o que funcionou ontem, não funciona hoje, sem tocar em nada. Essas coisas são do Windows. Linux é robusto e, quando tocamos em um arquivo de configuração, se algo pára de funcionar, você consegue recuperar o arquivo de configuração para deixar como estava. Nada fica quebrado. Tudo isso nos convida a tornarmos empenhados em aprender enquanto outros nos recomendam alterar configurações em blogs e tentar, e quando fazemos isso não paramos de adaptar o Linux para o nosso gosto pessoal. Ou seja, pode ser reconfortante resolver em minutos o inesperado e ter sempre o nosso Linux 100% e sem telas azuis.
Com Linux perdemos menos tempo. No Windows, você perde muito tempo para fazer determinadas tarefas. Como muitas vezes precisamos de ferramentas que podem ser encontradas na rede, instalamos, testamos, se não faz o que precisamos, desinstalamos e continuamos tentando. Quando a ferramenta de que precisamos não faz o que queremos porque é uma demonstração, temos de encontrar um crack e rezar para que funcione. Depois de feito tudo isso, nós cumprimos o nosso objetivo, mas temos depois que remover todo o lixo que instalamos, rezando sempre para que nosso sistema não fique cheio de malwares. No Linux, muitas vezes o que precisamos é feito com um par de comandos que estão em um blog. Um para fazer o download da ferramenta e o outro para fazer o trabalho que nós queremos. Além disso, nada é pirata, tudo é livre. Podemos deixar no computador de forma pacífica para o caso de precisar novamente no futuro.
No Windows também perdemos muito tempo reiniciando. É incrível como muitas vezes você tem que reiniciar o Windows, não só quando você instala qualquer coisa, mas também quando você acha que algo está errado, ou quando um aplicativo pára de responder. Além disso, a instalação de aplicativos é lenta e muitas vezes elas têm mais funcionalidades do que precisamos. No Windows você se acostuma a usar megasuites completas de funções para executar tarefas simples. No Linux, as ferramentas são instaladas em segundos e na maioria das vezes fazem o que precisamos, de maneira fácil, com menus intuitivos, devido um extremo esforço colaborativo de muitas pessoas com excelente eficiência.
Miss Nerd
O Linux é executado de forma mais suave. Depois de um tempo usando o Linux, quando você perder o medo e quando você parar para fazer uma pausa inconsciente ao mover arquivos ou fazer determinadas tarefas, percebemos que o Linux roda muito mais suave. Não apenas na manipulação de arquivos e aplicações em simultâneo, mas em tudo. Linux sempre responde ao que dizemos, mesmo quando o cursor mostra o estado de espera. Após este tempo, quando voltamos para o Windows percebemos que o sistema operacional é totalmente pesado e chato com o usuário.
O Linux também se comporta melhor quando temos muitas coisas abertas. Tocador de música, um outro sistema operacional virtualizado, downloads em massa, navegador… com uma percentagem incrivelmente baixa de consumo de CPU. Por outro lado, gostaria também que alguém me explicasse por que o Windows XP roda melhor virtualizado no Linux. Definitivamente, o kernel Linux é mais sofisticado e lida com multitarefas muito melhor.
Linux não incomoda. Quando nos tornamos usuários avançados de PC, ficamos extremamente chateados quando a máquina resolve nos dizer o que fazer. Se você escolher “reiniciar mais tarde”, é apenas isso, queremos reiniciar mais tarde. Nós não queremos que uma aplicação esteja constantemente nos lembrando que temos de reiniciar pois sabemos que temos que reiniciar.
Também não gostamos de instalar um mensageiro, que instala 500 funcionalidades, anúncios, guias de comunicação com outras aplicações web e outras coisas que fazem o seu computador parecer ter vida própria só para enviar uma linha de mensagem para um amigo. É irritante quando o SO decide por nós, é ruim não poder desinstalar um Messenger antigo, é chato não poder desinstalar o Explorer, ou ao desabilitar as coisas, posteriormente, serem ativadas automaticamente de novo. Queremos o sistema operacional para responder aos nossos cliques e não para si mesmo. Também é irritante um SO estar constantemente nos perguntando se temos a certeza de que nós queremos fazer alguma coisa.
Aplicativos cada vez mais pesados. No Windows, embora você tenha a vantagem de possuir aplicativos mais sofisticados e que fazem um monte de coisas, muitas vezes esses recursos também são um fardo que, longe de ser uma vantagem, são uma séria desvantagem. Será que para redimensionar uma imagem, escrever um email ou enviar uma mensagem instantânea você precisa instalar um aplicativo de 300Mb? Incluir um navegador e uma conexão com bancos de dados ODBC e 200 componentes, conectores e tocadores multimídia, além de publicidade é irritante e ineficaz. Será que todas as aplicações precisam disso tudo para fazer algo tão simples? No Linux temos aplicativos que fazem apenas o que queremos, sem muito peso e sem muitas frescuras. Isso não significa que o Linux não pode fazer tarefas complexas, uma vez que existem aplicativos para todos os gostos.
No Linux, os dados não ficam obsoletos. Aqueles que usaram Windows durante anos têm visto que diversas ferramentas se tornam obsoletas. Hoje, muitas empresas ainda sofrem com este problema, pois a empresa dona do sistema, de código fechado, decide suspender a aplicação e ainda cobra fortunas para migração de dados. No Linux isso não acontece, não só porque o código-fonte do aplicativo é público, mas também porque no Linux usamos formatos abertos que permitem que os dados facilmente migrem para aplicações mais modernas. No Linux não existem empresas interessadas em fazer com que a sua versão fique desatualizada para ganhar mais dinheiro na atualização.

Por que as escolas devem usar software livre

                                                                         Linux nas escolas

Como o acesso aos softwares determina quem pode participar da sociedade digital, a liberdade de usar, estudar, compartilhar e desenvolver software permite que todos participem em igualdade de condições. Há muitas razões para usarmos software livre em qualquer campo. Veremos aqui algumas razões que são particularmente importantes para o uso de software livre nas escolas.

Razões

  • O uso de software livre permite que as escolas ensinem os alunos e toda a comunidade a compartilhar o conhecimento.
  • Com software livre, os professores podem fornecer uma cópia de cada programa aos estudantes. Desta forma, os pais não têm que tomar a decisão de gastar mais e as crianças de famílias com menos recursos podem aprender com as mesmas ferramentas que os outros alunos.
  • A capacidade de explorar e experimentar motiva a aprender mais. Software livre permite que esses alunos compreendam os computadores com profundidade.
  • Software livre permite que os alunos aprendam como funciona um software, e portanto, todas as idéias por trás de qualquer tipo de software. Assim, eles estão preparados para se adaptar a qualquer ambiente, que é considerada uma habilidade muito valorizada hoje.
  • Aplicações de software livre podem ser traduzidas para qualquer idioma. Desta forma, cada aluno pode aprender e se concentrar em qualquer assunto sem barreiras culturais ou linguísticas.
  • Ensinar os alunos a confiarem em software proprietário torna-os dependentes de empresas de software. Se nós ensiná-los a confiar em software livre, as crianças podem continuar a usar esse recurso como adultos.
  • Software livre não exige computadores potentes e funciona na maioria dos computadores. Você pode dar uma nova utilidade para um equipamento antigo, incentivando assim a economia de dinheiro e a preservação do meio ambiente.
  • Sem custos de licenciamento, as escolas podem economizar dinheiro e usá-lo para treinar seus professores e contratar assistência técnica para facilitar o trabalho dos professores.
  • Você não precisa se preocupar com a data de expiração da licença de um programa ou o custo deste. Software livre é sempre livre em todos os sentidos. Todos os alunos têm acesso às cópias e isso é perfeitamente legal.
  • Software livre é estável, seguro e confiável. As atualizações de segurança são instaladas rapidamente e a manutenção é automática.


O que você perde usando Linux

                                                                        Desvantagens Linux

Há três principais sistemas operacionais para computadores: Windows, Mac e Linux . A maioria das pessoas usam qualquer um dos dois primeiros sistemas que possuem código fechado, enquanto um número menor de pessoas estão bem informadas sobre o sistema operacional Linux, que é open source. Existem diferenças e semelhanças em cada, e qual você prefere vai depender muito de sua personalidade e preferências. Quando uma pessoa é experiente em um sistema operacional, ele irá inevitavelmente levar algum tempo para se acostumar com outro. Há uma comunidade muito grande de pessoas que defendem o Linux mas existem algumas desvantagens em usá-lo. Aqui estão algumas delas:

Padronização

Enquanto Windows e Mac tem várias versões definitivas, não há uma edição padrão do Linux. Na verdade, existem centenas de versões. Isso acaba sendo um desafio descobrir qual é o melhor para você e tomar essa decisão pode ser confuso para um novo usuário. E é aqui que o MeuPinguim juntamente com os nossos parceiros e toda a blogosfera especializada em Linux vem para ajudar. Ler bastante pode facilitar a tarefa de escolha.

Tempo

O Linux não é tão fácil de usar quanto o Windows ou Mac. Ele requer uma base mais ampla de conhecimentos em computação do que outros sistemas operacionais, e isso pode ser muito desafiador para um usuário iniciante. Se você está acostumado a usar Windows ou Mac, você terá que desaprender e reaprender muitas funções e processos. Embora seja certamente possível obter uma compreensão funcional do Linux com a prática e auto-aprendizagem, isso vai exigir mais esforço do que os outros sistemas operacionais.

Compatibilidade

A desvantagem de usar um sistema operacional Linux é que a maioria dos seus programas favoritos não rodam nele. Se você está acostumado a um determinado software, você terá que encontrar uma opção comparável para Linux. Existem centenas de opções de programas, e há muitos que são semelhantes aos do Windows ou Mac. No entanto, muitas vezes a interface do usuário é muito diferente ou a função que você quer não está sempre disponível. Você vai ter que fazer alguma pesquisa e testes de programas diferentes até encontrar aqueles que atendam às suas necessidades.

Hardware

Há menos hardware de computador compatível com Linux. Há uma seleção muito menor de drivers que irão funcionar com Linux, embora mais drivers estejam sendo compatíveis aos poucos e a cada dia. Muitas vezes leva um tempo para um novo hardware ser suportado e muitas pessoas tem problemas com o funcionamento de suas impressoras no Linux. Blu-ray nem pensar. :-\

Suporte

Embora exista uma grande comunidade de usuários Linux que são muito úteis em responder suas questões técnicas em fóruns e salas de bate-papo, pode ser muito difícil conseguir ajuda para as suas questões. Você pode até fazer perguntas de usuários iniciantes em Linux mas, às vezes, as suas respostas serão difíceis de entender se o seu conhecimento técnico for pequeno. Não há também nenhuma ajuda imediata porque você vai estar esperando alguém escrever uma resposta ao invés de chamar uma central de suporte técnico hotline onde alguém irá responder imediatamente. Também pode ser difícil encontrar uma pessoa de reparo de computador formada em Linux.

Tipos de usuários Linux

                                                               Human Evolution

Existem usuários Linux de todos os tipos. E durante os anos vamos identificando muitos desses tipos. E entre os diversos tipos existem os que mais se destacam. Nesse artigo vamos conhecer aqueles que mais aparecem pois são os que mais perturbam.

Preguiçoso

Esse perfil é o que desiste mais rápido do Linux. Ele sempre quer tudo na mão, não gosta de pensar, se algo não funciona quer a solução rápida e prática e não gosta de pesquisar ou perguntar. Nem pensa em abrir o terminal muito menos digitar um comando. Às vezes passa em um fórum e deixa o email para que as pessoas enviem a solução para ele. Em 100% dos casos não agradece se a solução é postada no fórum. Alguns casos mudam para o perfil Troll.

Troll

Esse até usa Linux mas reclama de tudo. Normalmente entram no fórum ou em alguma discussão só pra acirrar ainda mais os ânimos porque já sabem de tudo o que se passa. São bem informados e utilizam a informação para o mal ao invés de dar soluções. Gostam de falar de temas como performance, tempo de boot, tempo de resposta e tudo o que envolve milissegundos só para ter do que reclamar. Querem uma distro leve quando estão com uma mais pesada e trocam para uma mais pesada quando estão com uma leve.

Evangelista

Possuem blogs e falam sobre linux tentando convencer os outros a usá-lo. Mas existem os extremistas. Se algo não é completamente software livre, ele são contra e incentivam uma guerra de argumentos para defender que tudo tem que ser software livre. Pretendem alcançar ou impor a sua maneira de pensar falando da tal “liberdade”. Mas eles não conseguem entender que nem todo mundo usa linux para ser “livre” ou para a filosofia mas porque ele funciona melhor do que outras alternativas.

Fanboy

Esses são os mais engraçados. É todo aquele usuário Linux que não enxerga as mais diversas formas de se utilizar esse complexo sistema operacional. Ele acredita que aquilo que ele usa é Linux e o mundo acaba ali. Tudo gira em volta do seu universo, seja ele Ubuntu, Fedora, ou qualquer outra distro um pouco mais popular. Se fecha como uma tartaruga dentro do casco e não quer saber de outras opções. Normalmente entram nos blogs dos evangelistas para falar mal de outras distros e nunca mal da sua. São dignos de pena.

Anti Windows

Esse é o tipo mais comum. Dentro do universo de usuários Linux, a grande maioria veio do Windows. E por isso muitos guardam rancor do Tio Bill por ele não ter satisfeito as suas necessidades. Não aceitam o fato de que o Windows existe e vai existir por muitos anos. Levam as críticas como algo pessoal e ameaçam os que usam Windows. Dizem que Bill Gates é o anticristo, que a Microsoft usa mão de obra escrava e assistem documentários sobre teorias da conspiração que falem sobre a Microsoft e Bill Gates.
E agora? Onde você está enquadrado? Deixe o seu comentário.

Linux e alguns conceitos

                                                               Conceitos

Ainda são muitos que têm medo de instalar o Linux. Reza a lenda que o Linux é apenas para gurus da computação. Alguns têm medo de instalar o Linux em seus PCs porque têm coisas importantes e vem sempre o medo de perder tudo. Então vou tentar explicar um pouco como é o processo de instalação em quase todas as distros e algumas dicas e conceitos que todos precisam saber para reduzir a quase zero o risco de acontecer algo prejudicial durante a instalação.

Distribuições

Primeiro você precisa saber que não há “um Linux”. Existem distribuições Linux. As distribuições são versões diferentes com características diferentes, alguns são mais fáceis de manusear do que outros, alguns têm características especiais, como sendo projetado para funcionar em servidores ou para servir a um grupo especial de pessoas, tais como distribuições projetadas especificamente para programadores. Para usuários domésticos e médio, recomendamos as seguintes distribuições: Ubuntu, Fedora, Linux Mint e Mandriva por serem mais fáceis de usar e por existir mais informações sobre elas na rede.

Windows

Essa é uma pergunta básica. Você pode instalar o Linux com Windows? A resposta é SIM. A questão toda é o GRUB. Ele é o responsável por gerenciar toda a inicialização do PC. Aqueles que instalam o Linux junto com o Windows terão para inicializar o PC um menu que irá permitir-lhes com qual iniciar. Muitos instalam o Linux com o Windows porque têm medo de não gostar de Linux ou algo assim.

Partições

As partições do disco rígido é a questão difícil na aprendizagem para todos os que querem entrar no mundo Linux. É algo fácil de aprender e compreender mas assusta. No Windows você provavelmente tem 1, 2 ou mais partições. Por exemplo, pode ter uma partição chamada C onde está o sistema e uma D onde tem música, filmes e documentos importantes. Em partições Linux é a mesma coisa. Os nomes se parecem com isso: a partição /dev/sda1 é o equivalente à C e a partição /dev/sda2 é equivalente à D.
Por que as partições são necessárias para o Linux? Basicamente você só precisa de 2 mas é aconselhável fazer 3. As 2 são necessárias para colocar a partição do sistema Linux. Uma é chamada de raiz e é simbolizada por uma barra (/) e a outra partição é chamada SWAP. Esta última é uma partição que atua como memória virtual e não faz nada mais que isso. Fora essas 2, é sempre recomendável fazer uma partição para sua pasta pessoal. Esta partição é chamada HOME e se simboliza como /home. Na frente tem uma barra porque a sua origem a raiz (/). É bom criar essa partição porque se você mudar de distro ou versão do Linux, sempre terá as configurações salvas, as suas preferências e as preferências dos aplicativos de Desktop, como marcadores do Firefox ou contas de e-mail do Thunderbird.
Mais uma questão é o tamanho das partições. A partição raiz deve ter um mínimo de 4 GB e pelo menos 2 GB para Home. A partição SWAP entre 1 GB e 1,5 GB. Mas se você tiver a capacidade de atribuir mais é sempre bom pois não há realmente nenhum limite quanto ao tamanho máximo, mas algumas recomendações: A raiz com o máximo de 10 GB pois quase ninguém chega a esse limite. O SWAP máximo de 2 GB pois ninguém usa mais de 2 GB. E o resto para a Home.

Root

Existem 2 tipos de usuários no Linux. O root é o superusuário, o administrador, é o Deus do seu sistema. O usuário root pode alterar as configurações, apagar o que quiser e gerenciar o hardware como quiser. Só o root pode instalar programas. O resto são usuários comuns que não terão permissões de root. Não podem instalar programas ou apagar arquivos importantes. Por padrão, esse será o usuário que você criou e é uma das principais razões pelas quais o Linux é tão seguro. O usuário comum não pode quebrar as coisas.

Instalação

Cada distribuição tem um processo de instalação que, basicamente, consiste na escolha do idioma, escolha do fuso horário, criação de partições, escolher a senha de root e colocar os dados do usuário normal. Geralmente é recomendado que este usuário não tenha a mesma senha que o usuário root.

Programas

Instalar softwares no Linux é tão ou mais fácil que instalar no Windows. A única diferença é que não vêm com extensão .EXE. As extensões Linux mais conhecidas são .DEB e .RPM. Por exemplo, no Ubuntu e Linux Mint são usados .DEB e no Fedora .RPM. Onde obter? Essa é a melhor parte. No Linux você tem todos os programas que desejar em fontes gratuitas e com acesso público.

Repositórios

Os repositórios do Linux são lugares onde são armazenados todos ou a maioria dos programas para Linux. Cada distribuição tem sua própria lista de repositórios e a instalação dos pacotes se dá apenas digitando um comando simples. Por exemplo: você quer instalar o Firefox? Então abra um terminal e digite “sudo apt-get install firefox” e acabou. Quer thunderbird? “sudo apt-get install thunderbird” e pronto. Essa seqüência pode variar dependendo da distribuição que você usa. Por exemplo, se você estiver usando o Arch Linux, em vez de “sudo apt-get install” seria “sudo pacman -S”.

Terminal

Embora a maioria das coisas no Linux podem ser feitas hoje com programas gráficos, muitos fóruns e sites que explicam coisas do Linux estão usando o terminal. Por quê? Porque é mais rápido e mais fácil. Ter medo do terminal é algo estúpido. É apenas um pequeno programa onde você pode escrever algo e pressione Enter. No Ubuntu, você pode encontrá-lo em Aplicações-> Acessórios-> Terminal e é melhor aprender a mexer com ele porque todos os tutoriais são explicados quase sempre utilizando os comandos do terminal.

O Arch Linux e as outras distribuições

                                                              Arch

Aloha meus queridos pinguins. Mais um artigo com a qualidade MeuPinguim sobre aquela que se não é a melhor distro do universo, é uma das. ArchLinux. Ou seria Arch Linux? Pouco importa. Falaremos nesse texto sobre algumas das diferenças entre o Arch e as mais famosas distros do mercado Linux. Para quem não conhece o Arch, leia tudo e quem sabe, você não experimenta, não é mesmo?

Gentoo

Tanto o Arch Linux como o Gentoo Linux são rolling release. Tornam os pacotes disponíveis para a distribuição pouco tempo depois de serem liberados. Tanto o Gentoo como o Arch incluem apenas um sistema base em sua instalação e ambos são considerados altamente personalizáveis. Usuários do Gentoo geralmente se sentem bastante confortáveis ​​com a maioria dos aspectos do Arch.

Slackware

O Slackware e o Arch são bastante semelhantes pois ambos são distribuições focadas em elegância e minimalismo. Arch Linux fornece muitos milhares de pacotes binários dentro de seus repositórios oficiais enquanto os repositórios oficiais do Slackware são mais modestos. O Arch oferece o Arch Build System e também o AUR, uma coleção muito grande de PKGBUILDs oferecida pelos usuários. O Slackware oferece um esquema semelhante, o sistema slackbuilds.org que é um repositório semi-oficial de Slackbuilds, que são análogas às PKGBUILDs do Arch. Os usuários do Slackware geralmente ficam bastante confortáveis com a maioria dos aspectos do Arch.

Debian

O Debian é um projeto muito maior em comunidade, dispõe de testes, é estável e tem ramos instáveis​​ que oferece mais de 20.000 pacotes binários. O número disponível de pacotes binários no Arch é mais modesto. No entanto, quando incluímos o AUR, as quantidades são equivalentes. O Debian tem uma posição mais veemente quanto o uso do software livre. O Arch é mais tolerante. A abordagem do Debian se concentra mais na estabilidade e testes rigorosos. O Arch é mais focado na filosofia da simplicidade, minimalismo e software de ponta.

Fedora

O Fedora é desenvolvido pela comunidade mas corporativamente apoiado pela Red Hat, e tem continuamente sido uma das distribuições mais populares até hoje. Os pacotes do Fedora migram para o RHEL e alguns são adotados por outras distribuições. O Arch não serve como um ramo de testes para outra distribuição. Os pacotes do Fedora são RPMs e usam o gerenciador de pacotes YUM com uma ferramenta gráfica também disponível. O Arch usa o PACMAN para gerenciar os pacotes tar simples e não apoia oficialmente uma interface gráfica. Tanto as do Arch como as comunidades do Fedora são fortemente encorajadas a contribuir para o desenvolvimento dos projetos.

Ubuntu

O Ubuntu é a mais popular distribuição. Baseada no Debian e comercialmente patrocinada pela Canonical. Enquanto que o Arch é um sistema desenvolvido de forma independente e construído do zero, ou seja, sem se basear em outra distro. Ambos os projetos têm objetivos muito diferentes e são direcionados a uma base de usuários diferente. O Arch é projetado para usuários que desejam uma abordagem do-it-yourself enquanto que o Ubuntu oferece um sistema autoconfigurado que se destina a ser uma distribuição para todos. O Arch é muito mais minimalista, confiando pesadamente no usuário para personalizá-lo quanto às suas próprias necessidades específicas. A comunidade do Arch é muito menor e é fortemente encorajada a ser pró-ativa. Uma grande porcentagem contribui para a distribuição. Em contraste, a comunidade do Ubuntu é muito grande e tem uma porcentagem muito maior de usuários que não contribuem ativamente para o desenvolvimento, empacotamento ou manutenção do repositório.

O que são bug reports

                                                              bug-key

O primeiro grande conselho que eu quero dar aqui é lembrar a vocês que bug reports são feitos para ajudar vocês. Eles existem para aumentar a qualidade do software. Eles existem para ajudar você! Lembre-se disso. Mas para criar um bug report você deve ter em mente a qualidade dele. Existem bug reports de baixa qualidade, como perguntas de suporte dos usuários, falsas premissas e de tudo um pouco. Portanto, o que importa é a qualidade do bug report para que ele possa ajudar a todos.
Outra coisa é não esperar que os outros façam isso por você. Milhões de bug reports são abertos a cada semana, então também não espere que um time de triagem que saiba tudo sobre softwares filtre tudo isso. Quando um novo bug é reportado, ele PODE ficar esperando uma solução por muitos ANOS. Tenha sempre isso em mente. Mas isso não é uma perda de tempo. Quanto mais informação for inserida no bug report mais ele será útil.
Às vezes usuários reportam bugs que não são bugs. São reclamações apenas. Se o software funciona, não é bug. Então o usuário muitas vezes reclama de uma funcionalidade que não tem problemas. Então isso tem que ser tratado como pedido de funcionalidade e não como bug. Vale a pena sempre antes de começar a reportar bugs dar uma lida no guideline do bugtracker para aprender como reportar naquele lugar.

Alguns exemplos de sites para bug reports:

Existem vários modos para se reportar um bug. A maioria utiliza um bug tracker. O maior deles é o Bugzilla. Outros utilizam o report via email e há quem use o terminal do Linux, como a distro Debian. Vejamos como fazer isso agora.

Reportbug

Para reportar um bug do Debian através do terminal, use o aplicativo Reportbug. Você o instala e ele te guiará por todas as etapas do processo. Faça assim:
# aptitude install reportbug
$ reportbug
Enfim, espero que tenham entendido um pouco sobre o Bug Reporting. Ou mesmo despertado em vocês a vontade de ajudar com esse trabalho. :-) .

Software livre: um bem social

                                                                       Livre Cel

Software livre é coisa séria. Quem pensa que Linux e software livre é ideologia boba de adolescente que não tem o que fazer está muitíssimo enganado. Além de ser um conhecimento muito valorizado pelo mercado de trabalho para a gestão de servidores, também é um estilo de vida que inclui valores políticos, morais e filosóficos. Vejamos como isso se desenvolve.

Valores

Em um mundo carente de valores morais e éticos, a questão do software livre vem para ser mais uma das fontes de contestação da realidade em que vivemos. Abrange direitos como a liberdade de expressão e cidadania. Provê uma liberdade para aqueles que usam, particulares ou departamentos governamentais. Na educação, uma oportunidade de ensinar e aprender ciência da computação de forma ética e holística para expandir o potencial futuro do país através da incorporação de conhecimento útil e treinamento de habilidades para o domínio total da computação. Mas, principalmente, a filosofia e a ética do software livre dá a possibilidade de construção da cidadania em relação às novas tecnologias, um profundo conhecimento das tecnologias que determinam muitos dos processos de nossa vida diária, como as nossas comunicações. Usar e distribuir o software livre é uma questão ética. É entender e promover o bem social, é participar de um movimento que entende que o conhecimento é compartilhado pelo bem comum.

Monopólio do conhecimento

Construir alternativas é uma das formas de acabar com os monopólios de informação. É perigoso o nível de concentração em áreas como motores de busca ou plataformas de redes sociais, por exemplo. Temos de criar e usar outros meios. Por isso a necessidade de sistemas operacionais diversos, tais como o Linux. Por outro lado, devemos exigir que os Estados apliquem as leis de defesa da concorrência, privacidade de dados e proteção dos consumidores para regulamentar e colocar limites nos níveis de concentração enormes que estão sendo gerados de uns anos para cá. Devemos saber que a concentração dos meios nunca foi saudável para qualquer sociedade. Porque a sociedade que não tem alternativas tecnológicas se torna escrava da tecnologia vigente. E é justamente isso que muitos cidadãos não enxergam quando se fala em software livre. Preferem acreditar que se trata de brincadeira de nerd/geek.

Solução

As universidades, especialmente as públicas, têm o dever de produzir conhecimento socialmente útil e torná-lo público. Isto em ciência da computação só é possível a partir do uso do software livre. O Estado tem responsabilidades para com seus cidadãos a serem cumpridas em tecnologia da informação. Deve ser aplicado rigorosamente o uso do software livre para ajudar em matérias como auditabilidade pública e transparência, proteção de dados dos cidadãos, soberania e independência. Há muitas áreas em que o Estado não pode e não deve ser vinculado a uma empresa de software proprietário para que ela não domine a infra-estrutura de TI da administração pública. O mesmo se aplica na área privada e pessoal. Você não nasceu para ser escravo de empresa nenhuma. Você nasceu para ser livre e aprender além daquilo que as empresas querem que você saiba. Não se limite ao software proprietário. Busque alternativas pois existe um mundo lá fora. Use software livre.

O que mata o desktop Linux

                                                                     killpenguin

Faz tempo que venho acompanhando o aumento da adoção de novos aparelhos como tablets e smartphones pelo grande público analfabeto digital. Isso fez com que eu me perguntasse: por que eles não usam Linux, se conseguem usar o Android, o iOS, ou até mesmo o Windows Phone? Essa pergunta é tão simples de responder e ao mesmo tempo tão constrangedora, que boa parte da comunidade Linux prefere ignorar. Usabilidade é a resposta.

Usabilidade

Para começar, olhe para as vendas de tablets. Estimativas dizem que haverá mais vendas de tablets do que de PC’s até o final de 2013. Por muito tempo, muitos na comunidade Linux atribuíram a falta de adoção do Linux no desktop devido à inércia. “Os usuários do Windows não irão mudar. Velhos hábitos demoram a morrer”. Se isso é verdade, por que os tablets – que quase que exclusivamente não executam Windows – são capazes de ter sucesso?
Os tablets estão focando no ponto fraco da indústria de PC’s: usuários domésticos. Estas são as pessoas que não se preocupam particularmente se têm o Microsoft Office ou não. Eles não se importam se o seu emulador funciona perfeitamente. Eles só se preocupam com a usabilidade, e eles só se preocupam com o conteúdo.
Usabilidade nunca foi um ponto forte no Linux. A instalação melhorou mas quando as coisas vão mal ainda é um pesadelo. Você já viu a lista de programas padrão na maioria das distros? Gwibber e Gimp podem até ser programas bons mas esses nomes não significam nada para um novo usuário não iniciado no software livre.
O conteúdo é ainda mais terrível. Eu não sou fã de DRM, mas nós criamos um ambiente tão hostil para os criadores de conteúdo que nenhuma empresa de mídia vai se interessar pelo Linux. Seria fantástico se eu pudesse assistir ao Netflix, como eu posso em todos os outros dispositivos que possuo. É um problema no lado do software também. Jogos de alta qualidade são cruciais para o apelo de uma plataforma.

Boas novas

Há boas notícias também. Apesar de todas as críticas, acho que as coisas estão indo na direção certa. Temos o Gnome 3 e a Valve que está portando alguns de seus jogos para Linux. Tudo isso servirá de arma contra a “catástrofe” que é o Windows 8. Se as coisas correrem bem, tudo isso pode ajudar a convencer os outros desenvolvedores a seguirem esses exemplos.
Falando em Windows 8, é uma mudança tão radical que poucos usuários de PC o adotarão no momento. Esta é uma grande oportunidade para o código aberto. Mas ainda há muito trabalho a se fazer.


Linux e o tempo

                                                                      Tempo Linux

Eu tenho uma tese. Sim! Uma daquelas teses que aparentemente não têm fundamento algum mas que de certa forma tem sim. Talvez! É só parar e pensar comigo. Eu vou destrinchar algumas coisas logo em seguida e você pára pra pensar se eu tô ficando louco ou se isso realmente acontece. Parece coisa de criança mas não é. É uma simples teoria que pode sim explicar o porque do Linux não ter deslanchado no desktop até hoje. O ser humano tem a capacidade impressionante de tornar complexo algo que poderia ser simples. Então criam-se teorias das mais bizarras possíveis para explicar uma coisa que, acredito eu, pode ter sido realmente o motivo de outros sistemas operacionais terem feito muito mais sucesso que o Linux. Vamos então aos fatos.

O tempo

Uma das maiores dificuldades do ser humano moderno é a gestão do tempo. À medida que os anos se passam, nós temos a vida cada vez mais corrida. A era da informatização acelerou tudo. Tudo ficou mais rápido. Os transportes, a telecomunicação, o processamento de dados e até o nosso dia passa mais rápido nos dando a sensação de que o dia não tem mais 24 horas. Nesse cenário, estamos constantemente com falta de tempo para exercer os nossos papéis na sociedade. Os pais não têm mais tempo para criar os filhos, você não tem mais tempo para estudar, não tem mais tempo para cultivar um relacionamento amoroso saudável, etc. E isso tudo gera uma consequência catastrófica em nossa sociedade. A sociedade fast-food. Tempo para se alimentar? Isso é coisa de vagabundo. Hoje nem almoçamos, e quando o fazemos, é em cima de um teclado de computador.
Em torno dessa correria, surge uma indústria que identifica isso como uma oportunidade de negócio. Os alimentos estão cada vez mais industrializados. Ninguém tem tempo de preparar uma comida, não é mesmo? O microondas é nosso amigo. Prepara coisas em 2 minutos. Isso quando você já não compra pronto. Os correios ninguém usa mais. Emails são mais rápidos. Tempo para praticar um esporte é nulo. Qualidade de vida pra quê? Temos tempo nem de dormir. Precisamos fazer a máquina continuar funcionando. E cada vez mais veloz. Às custas da nossa saúde, da nossa sanidade mental, da nossa família. Pagamos um alto preço pelo ‘progresso’. Tá! Mas você deve estar me perguntando: e o Linux com isso? Você que teve tempo para ler até aqui, e que usa Linux, sabe muito bem que o Linux é um sistema operacional onde o usuário tem total liberdade para fazer dele o que bem entender. Isso leva um tempo. Tempo para aprender como sobreviver em um novo mundo. Novos comandos, nova linguagem, toda uma nova lógica por detrás do Linux é preciso aprender para utilizá-lo.

Linux

Se você acompanhou toda a explanação, você já deve estar sacando onde eu quero chegar. Então vamos ao usuário comum. Um ser humano normal hoje trabalha em média 10 horas do dia. Perde 4 horas se locomovendo pela cidade. Dorme 8 horas. Sobraram apenas 2 horas. O que fazer com essas 2 horas do seu dia? Essa é a chave do segredo. O que você faz com essas 2 horas do seu dia tem o poder de mudar o rumo da sua história. Mas voltemos ao ser humano comum. Normalmente ele usa esse tempo para o lazer. Lazer hoje em dia quando se está em casa deixou de ser assistir televisão. Vide fenômeno Facebook. Quando chega a noite, a lista de pessoas online nas redes sociais só aumenta. Mas nós não estamos aqui para falar de redes sociais. Estamos aqui para falar de COMO essas pessoas acessam essas redes sociais. Me atrevo a dizer que 90% delas estão sob a plataforma Windows. Me atrevo a dizer que 8% estão em dispositivos portáteis ou produtos da Apple. Pouco importa realmente esses números. O que nos importa aqui é saber porque o Linux não tem participação nisso. E eu tenho uma explicação: falta de tempo.
Amigos desenvolvedores para Linux. Ouçam muito bem o que eu vou lhes falar. Enquanto o nosso querido sistema operacional exigir do usuário médio um conhecimento acima da média para executar suas tarefas simples um tempo maior do que eles estão propensos a gastar, nada vai mudar. O entrave já começa na instalação do sistema. Se não for um processo autoexplicativo, já perdemos a maioria dos que um dia cogitaram a hipótese de usar Linux. E isso se alastra mais e mais. Em sua essência o Linux é um sistema aberto que dá ao usuário o controle total e a liberdade. Isso naturalmente faz com que apenas usuários avançados consigam sucesso na interação com ele. O usuário médio quer apertar 1 (HUM) botão e VOILÁ! Pronto. Consegui acessar o email, consegui entrar no aplicativo do Facebook, consegui mandar uma foto para a minha rede social predileta que já está integrada ao meu sistema para que eu não perca meu TEMPO que é curto nessa tarefa. Entendem? Isso já é uma realidade no iOS, no Lion OSX, no Windows 8, no Windows Phone mas no KDE, no GNOME e em todas essas siglas do mundo Linux, não é. Só deixam o usuário mais confuso, mais perdido no meio de tantas opções. Tantas dependências, tantos bugs bobos.

Como o Windows 8 ajuda o Linux

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Como o Windows 8 ajuda o Linux

No início deste ano, o Windows 8 foi lançado com grandes expectativas. A Microsoft apostou nele para ser um divisor de águas tanto para o mundo tablet como para o mundo desktop. De acordo com Redmond, a mais recente versão do sistema operacional mais popular do mundo é uma ponte entre o tablet e o desktop. Com uma interface elegante, redesenhado e sensível ao toque, o Windows 8 estava pronto para se tornar outro marco para a Microsoft.
No entanto, as expectativas de Steve Ballmer foram esmagadas quando as primeiras análises não foram boas. O Windows 8, juntamente com sua interface Metro, foi criticado por sua falta de usabilidade e design confuso. Muitos usuários postaram vídeos de seus amigos e familiares em momentos difíceis para descobrir como usar o sistema.
Então, o que significa isto para os seus concorrentes de desktop como o Linux, Mac OS X, e talvez o Google Chrome OS? Será que eles têm uma chance de ouro contra o poderoso gigante? Nós não sabemos sobre o Mac OS X mas o Linux certamente sim. Na verdade, é uma grande oportunidade para o Linux mostrar a sua presença.

Mas o que há de errado com o Windows 8?

A razão mais popular para ficar com o Windows e não mudar para qualquer outro sistema operacional é a familiaridade. Durante anos, o botão Iniciar, os menus e a área de trabalho são sinônimos de computador. Algumas distribuições do Linux foram até projetadas de modo que seria mais fácil para os usuários do Windows migrarem para o lado do pinguim quando mostram a familiaridade do Windows-like para o usuário. Em suma, a interface tradicional do Windows, que durou e evoluiu a partir do Windows XP para o Windows 7 já está implantado em muitos usuários de desktop. Mas o Windows 8 acaba com essa familiaridade. A interface de azulejos, o toque amigável e a ausência do menu Iniciar no Windows 8 faz dele um produto completamente diferente. A Microsoft permite até que os usuários tenham o botão Iniciar, mas o foco principal do produto continua sendo a interface Metro. Isso tem irritado profundamente um monte de usuários. E estes são os mesmos usuários que ficaram com a Microsoft pela sua familiaridade.
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E onde entra o Linux?

Enquanto o Windows 8 continua sendo criticado pelos usuários, o Linux pode pegar essa oportunidade. Certamente não serão muitos usuários do Windows que vão estar à procura de alternativas. Alguns deles, de fato, muitos deles, não gostariam de gastar tanto dinheiro em um computador da Apple. Eles vão começar a procurar alternativas que se encaixam em seu orçamento e são confiáveis. E com o desastre do Windows 8, os amantes do Linux podem ter certeza que Redmond nivelou o campo de jogo. Se você comparar o Windows 8 com o Linux Mint ou o Ubuntu, você vai achar os últimos muito melhores. O Mint já está ganhando bastante reconhecimento e está ficando melhor e melhor a cada dia. A Microsoft tem um imenso império que não pode ser facilmente abalado pelo Linux ou pelo Mac OS X. No entanto, se você analisar bem, você vai perceber que hoje é muito mais fácil impactar o mercado do que era antes. O Windows 8 é um cruzamento entre tablets e desktops. O Ubuntu também. O Ubuntu pode ser usado no ambiente de trabalho, tablets e agora temos o Ubuntu para Android também. Então, não é assim tão fácil de descartar a possibilidade de o Ubuntu ou o Linux em geral preocupar a Microsoft.

Conclusão

O Windows 8 tornou o caminho mais fácil para o Linux provar aos usuários de desktop que existe um mundo maravilhoso lá fora, sem janelas. Se você não está convencido, é hora de experimentar o Windows 8 e depois compará-lo com distribuições Linux como o Ubuntu ou o Linux Mint, entre outras.